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O  PASSE  MAGNÉTICO
 
 

 

Organizado pelo Departamento Doutrinário da Federação Espírita Portuguesa

 

VIBRAÇÃO - AGITAÇÃO - ONDAS

   Vibração, para melhor termos uma ideia do que seja vibração, é necessário olharmos o funcionamento de um pêndulo com seu vai e vem  característico. Aqui distinguimos:

  1. O “Movimento de repouso” ou de “equilíbrio”  quando ele se acha exactamente na vertical;

  2. Os “Pontos máximos” , que ele atinge ao movimentar-se.

 

 A vibração pode ser:

Simples - é o percurso de um ponto máximo a outro ponto máximo;

Dupla -  constitui a ida e a volta de A a A’’ e de A’ a A - A esta vibração dupla designamos oscilação. ( ver figs. 1 e 2)

 Período

Acontece que o pêndulo leva tempo na sua oscilação. Chamaremos de período o tempo de uma oscilação, medida em segundos.

 Frequência

     É o número de oscilações executadas durante um segundo. Quanto maior a frequência, mais alta é ela, quanto menor, mais baixa. Isto é, se,por exemplo, executar 10 oscilações num segundo a frequência é baixa, se realizar 10.000 oscilações num segundo a frequência é alta.

A Frequência é medida em ciclos. O número de ciclos é o número de oscilações (ou frequência) contadas ao passar por determinado ponto, durante um segundo. Pode dizer-se que a vibração, como conceito, é acto ou efeito de vibrar, oscilar, balançar. É a forma ondulatória como se apresenta uma radiação, que é o acto ou efeito de radiar, isto é, propagação de energia sob a forma de ondas. “Irradiar é lançar de si, emitir”.

 

 Agitação e ondas

Perante persistentes esforços, os espíritos sábios, encarnados no Mundo e patrocinando a evolução, a inteligência do século XX, compreende que a Terra é um magneto de gigantescas proporções, constítuido por forças atómicas condicionadas e cercado por essas mesmas forças em combinações multiformes, compondo o chamado campo electromagnético em que o Planeta, no ritmo de seus próprios movimentos, se tipifica na imensidade cósmica.

Nesse reino de energias, em que a matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia e em que a matéria em expansão lhe forma o clima peculiar, a vida desenvolve agitação. E toda a agitação produz ondas, uma frase que emitimos ou um instrumento que vibra criam ondas sonoras. Se ligarmos um aquecedor, espalharemos ondas caloríficas; acendendo uma lâmpada teremos ondas luminosas e, se accionarmos o receptor de rádio encontraremos ondas eléctricas e sonoras. Em suma, toda a inquietação se propaga em forma de ondas, através dos diferentes corpos da natureza.

 

 Tipos e Definições

As ondas são avaliadas segundo o comprimento em que se expressam, dependendo esse comprimento do emissor em que se verifica a agitação. As ondas ou oscilações electromagnéticas são sempre da mesma substância, diferenciando-se porém, na pauta do seu comprimento ou distância que se segue do penacho ou crista de uma onda à crista da onda seguinte, em vibrações mais ou menos rápidas conforme as leis do ritmo em que se lhes identifica a frequência diversa. (ver fig. 3)

 

O que é, no entanto, uma onda?

À falta de terminologia adequada, diremos que uma onda é determinada forma de ressureição da energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece, ouseja, “Como nada existe imóvel, também a oscilação (frequência ou oscilação) caminha de um lado para outro. A essa vibração que caminha chamamos onda.”

Partindo deste princípio, entenderemos que a fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articulam de acordo com as oscilações que emitem.

 

 Homem e Ondas

Em torno da escala das ondas, recordamos que, oscilando de maneira integral, sacudidos simplesmente nos eléctrons de suas órbitas ou excitados apenas seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama, através de inumeráveis combinações.

Assim é que entre as ondas da corrente alternada para objectivos industriais, as ondas de rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto as que definem os raios cósmicos e as que se super põem além deles, não existe qualquer diferença de natureza, mas sim de frequência, considerado o modo em que se exprimem.

 

Outros reinos ondulatórios

Salientando-se no oceano de vida infinita outros reinos ondulatórios se espraiam, oferecendo novos campos de evolução ao espírito, que a mente ajustada às peculiaridades do Planeta não consegue perceber. Sigamos através das oscilações mais curtas e seremos defrontados pelas ondas infravermelhas. Começam a luz e as cores visíveis ao olhar humano.

As micro-ondas em manifestação ascendente, determinam nas fibras intra-retinianas, segunda os potenciais eléctricos que lhes são próprios, as imagens das sete cores fundamentais, facilmente descortináveis na luz branca que as sintetiza, por intermédio do prisma comum, criando igualmente efeitos psíquicos em cada criatura, conforme os estados mentais que a identificam. Alteia-se a ordem das ondas e surgem depois do vermelho, o alaranjado, o amarelo, o verde, o azul, o anilado e o violeta.

Analisando esta perspectiva de corrente contínua ou directa (caminhando para um só lado) ou alternada ( que caminha de um lado para o outro) antevemos que a Mediunidade pode ser medida e considerada com todos esses termos.

 

A diferença reside no seguinte:

A corrente eléctrica é produzida por um gerador, a corrente mental é produzida pela nossa mente e transmitida ao nosso cérebro. No cérebro temos uma válvula que transmite e que recebe, tal como um aparelho de rádio; cada cérebro pode emitir em vibrações ou frequência alta ou baixa, de acordo com o teor dos pensamentos mais constantes.

O Amor vibra em alta frequência; o ódio vibra em baixa frequência - são polos opostos. Quanto mais elevados os pensamentos, em Amor, mais alta a frequência e mais elevada a ciclagem.

A medida do comprimento de onda é efectuada em:

  1. metros (quando mais longas)

  2. B)Angstrom (quando mais curtas)

O angstrom (tirado do nome de um físico sueco) é uma medida pequeníssima , um milímetro tem dez milhões de angstrom, um centímetro tem cem milhões de angstrom.

 

 Ondas amortecidas

Em Física, são conhecidas porque atingem rapidamente um valor máximo de amplitude mas também decrescem  rapidamente, não se firmando em determinado sector vibratório. São produzidas por aprelhos de “centelha”, que intermitentemente despedem fagulhas, chipas, sem execução regular e fixa em determinada faixa: produzem efeitos de “ruídos” .

 

 Ondas amortecidas no cérebro

São produzidas por cérebros acostumados à elevação, em momentos de aflição proferem preces fervorosas ou seja, a onda eleva-se rapidamente mas também decresce logo a seguir pois não tem condição para se manter em nível elevado, por não estarem a ele habituados. Queixam-se que suas preces não são atendidas: produzem “ruídos” mas não conseguem sustentar-se em alto nível.

 

 Onda electro-magnética

É uma partícula que se desloca com movimento oscilatório. Ao deslocar-se provoca um “campo magnético”.

OBS: Estudaremos posteriormente o magnetismo.

Podemos no entanto registar a sua definição: chama-se, assim, a oscilação da carga eléctrica, com “campo magnético”. Esse “ campo magnético” particular acompanha a onda que o criou, como tão bem definiu Tomás Young, primórdios do século XIX, seguindo-se-lhe Fresnel, a consolidar-lhe as deduções.

 

As ondas podem ser:

Longas

Superiores a 600 mt de comprimento, caminham ao longo da superfície terrestre, têm pequeno alcance.

 Médias

Entre 150 e 600 mt de comprimento, caminham ao longo da superfície terrestre, projectam-se para as camadas superiores da atmosfera. Têm alcance maior que as anteriores, embora não muito grande.

 Curtas

Variam entre 10 e 150 mt, rumam todas para a atmosfera superior e são captadas de “ricochete”. Têm alcance muito grande.

 Ultra-curtas

Todas as que forem menores que 10 mt. Muito maior alcance e força, ecoando nas camadas superiores da atmosfera.

OBS: Tudo isso nos faz antever o quanto é necessário mantermos nossas mentes em “ondas curtas” ou seja, com pensamentos elevados para que as preces e emissões cheguem o mais alto possível.

Nota: As ondas quando se deslocam podem formar uma corrente.

 

 Corrente eléctrica

É o deslocamento da massa eléctrica através de um fio condutor:

A------------------------B

1º.      de A a B   Sentido Positivo

2º.  de B a A  Sentido Negativo

 

Os nossos pensamentos têm 2 direcções:

“o pensamento positivo”

caminha de baixo para cima, do mais longo para o mais curto.

“o pensamento negativo”

faz o percurso contrário.

 

Electricidade estática

Assim chamada porque existe permanentemente na atmosfera e nos corpos. O átomo, constítuido de núcleo (protões, neutrões e electrões), contém ainda partículas efémeras, como mesons, positrons e neutrinos. Possui além disso a capacidade de se revestir de electrões (electrões são pois pólos positivos).

 

As pontas

A electricidade positiva ou negativa agrega-se mais nas pontas ou extremidades pontudas.

OBS: Por esse motivo os Passes são dados com as mãos abertas (o que  no Novo Testamento se diz “impôr as mãos”), para que os electrões fluam através dos dedos.

Todo este introito é indispensável conhecer, para bem compreendermos o fenómeno científico da mediunidade que se manifesta por meio de vibrações e ondas, bem como a finalidade a que se destina este trabalho.

As vibrações, as ondas, as correntes utilizadas na mediunidade são ondas e correntes de pensamento. Estes quanto mais fortes e elevados, maior será a frequência vibratória e menor o comprimento de onda e vice-versa. O que eleva a frequência vibratória do pensamento é o Amor desinteressado. Tudo que seja contrário ao Amor, como  raiva, ressentimento, mágoa, tristeza, indiferença, egoísmo, vaidade, separação ou isolamento, faz baixar as vibrações. (ver foto a seguir)

 

 Mas o que é o átomo?

(Do grego átomos) “Partícula de matéria que é considerada invisível ou corpúsculos que se vêem movendo no espaço, quando banhados por uma restia de luz".

 

 Estrutura do átomo

Max Planck, físico alemão, repara, em 1900, que o átomo ao lançar energia, não procede emfluxo contínuo, mas sim por arremessos individuais ou através de grânulos de energia, estabelecendo a teoria dos “quanta de energia”.
 

Niels Bohr deduziu que a descoberta de Planck se explica pelo facto de os electrões gravitarem ao redor do núcleo, no sistema atómico, em órbitas definidas, ou seja, mentalizou o átomo como sendo o núcleo cercado, no máximo, de sete camadas concêntricas, isoladas entre si, no seio das quais os electrões circulam livremente em todos os sentidos.

Retomando experiências iniciadas pelo cientista alemão Hittorf, William Crookes valeu-se de um tubo de vidro fechado, no qual obtinha grande rarefacção de ar, fazendo passar através dele uma corrente eléctrica, oriunda de alto potencial. Semelhante tubo poderia conter dois ou mais eléctrodos (cátodos e ânodos, ou seja, pólos negativos e positivos), formados por fios de platina e rematados em placas metálicas de substância e molde variáveis.
 

 Efectuada a corrente, o grande físico notou que do cátodo partiam raios que, atingindo a parede oposta do vidro, nela formavam certa luminosidade fluorescente. Crookes classificou como sendo radiante o estado em que se mostrava o gás contido no recipiente e declarou guardar a impressão de que conseguira reter os corpúsculos que entretecem a base física do Universo.

Entretanto, aparece Roentgen, que retoma as investigações e, projectando os raios catódicos sobre tela metálica, colocou a própria mão entre o tubo e a pequena chapa recamada de substância fluorescente, observando que os ossos se destacavam em cor escura na carne, que se fizera transparente. Os raios X ou raios Roentgen foram, desde então, trazidos à consideração do Mundo.
 

Jean Pierre, pesquisador francês, utilizando a ampola de Crookes e o electroscópio, conseguiu positivar a existência do electrão como partícula eléctrica, viajando com rapidez vertiginosa.
 

Joseph Thompson, físico inglês, que estudando a partícula sob o ponto de vista de um projéctil em movimento, consegue determinar-lhe a massa, que é, aproximadamente, 1850 vezes menor que a do átomo conhecido por mais leve, o hidrogénio, calculando-lhe ainda com relativa segurança, a carga e a velocidade.
 

Henri Belquerel, animado pelos raios de Roentgen e com o auxílio de amigos espirituais, porque até então o génio científico na Terra desconhecia o extenso cabedal radioactivo do urânio, escolhe esse elmento para a pesquisa de novas fontes dos raios X e surpreende as radiações diferentes que encaminham o casal Curie à descoberta do rádio.

A ciência percebeu, afinal que a raioactividade era como que a fala dos átomos, asseverando que eles nasciam e morriam ou apareciam e desapareciam no reservatório da Natureza.