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CENTROS DE FORÇA - PLEXOS

O facto de o corpo físico constituir o reflexo do corpo espiritual, vem por sua vez, retratar em si o corpo mental que lhe preside a formação. O corpo mental, como explica André Luiz em “Evolução em dois mundos”, “é o envoltório subtil da mente”, que não pode ser mais bem definido, pela falta de terminologia adequada em nossa linguagem.

O perispírito é o veículo por excelência, para o trabalho na esfera espiritual, após a morte, “com a sua estrutura electromagnética algo modificada no que tange aos fenómenos genéticos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja”.

Ainda em “Evolução em dois mundos”, cap.II, Emmanuel nos fala:

“É nesse santuário vivo de ‘formação subtil’ urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição de partículas calóides, com a respectiva carga eléctrica, comportando-se, no espaço, segundo a sua condição específica e, apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajustem, que a criatura continua a sua jornada evolutiva nos domínios da experiência.

O espírito possui nesse ‘santuário’ de todo um equipamento de recursos automáticos, que governam biliões de entidades microscópicas a serviço da inteligência, nos círculos de acção, como recursos adquiridos vagarosamente pelo ser, em milénios e milénios de esforços de recapitulação nos diferentes sectores da evolução da alma.

O perispírito rege a actividade funcional dos orgãos relacionados pela fisiologia terrena, através dos centros de força, que “são fulcros energéticos, que sob direcção automática da alma, imprimem às células a especialização”.

Plexos  (ver fotos 90 e 91)

Derivado do latim “plessus”, quer dizer enlaçamento. O entrelaçar de muitas ramificações de nervos ou filetes musculares, vasculares. Assim temos:

 Plexo Carotídeo e cavernoso (sistema simpático) (ver foto 75)

  Estes plexos assumem grande actividade na recepção mediúnica quando é atingido o centro de força frontal. O conjunto destes dois plexos distribuemas sensações, diante das vibrações recebidas pelo centro de força frontal.

 Plexo Cervical ( sistema raquidiano)

O plexo cervical está situado na borda posterior do esternocleidomastoideu entre os músculos prevertebrais por dentro, e as incersões cervicais do esplénio e do angular por fora. Enerva os músculos do lateral direito, longo do pescoço, frénico, trapézio, o auricular, o mastoideu, o cervical transverso, o supra clavicular.

 Plexo Laringeo

É formado pelas ramificações do décimo nervo craniano, o “vago”, liga-se à medula oblongata (bolbo) por oito ou dez raízes. Possui dois gânglios: do superior saem os ramos meníngeo e auricular, do inferior os nervos laríngeos que suprem a laringe e a base da língua. Activa os músculos da laringe, o constrictor da faringe e as cordas vocais.

As fibras parassimpáticas do núcleo motor do vago passam pelos ramos do nervo cardíaco e actuam nos plexos pulmonares, no esófago, na traqueia, nos brônquios e nos pulmões.

OBS: Verificamos aqui que a acção do centro de força laríngeo se repercute nos dois plexos, movimentando toda a área governada por eles.

 Plexo Braquial (sistema raquidiano)

Tem a semelhança de um triângulo cujo vértice se encontra no vão axilar e a base ao lado da coluna vertebral. Enerva toda a região das espáduas, dos braços, ante-braços e das mãos, com suas fibras motoras e sensitivas.

OBS: Quando a ligação do espírito se faz pelo centro de força umeral, atinge o plexo braquial, se dá a “ escrita automática”. (ver fig.80)

 Plexo Cardíaco (grande simpático)

Se encontra na parte de cima (base) do coração; os seis nervos cardíacos do grande simpático e os seis nervos do pneumogástrico se anastomosam, formando o plexo cardíaco, situado na bifurcação da traqueia. Enerva a aorta, artéria pulmonar, o coração e o pericárdio.

O plexo cardíaco é largamente comprometido na mediunidade passista. Daí a emoção ou até a comoção dos sensitivos que possuem esse centro de força bem desenvolvido. (ver fig. 82)

 Plexo Epigástrico

Formado por dois gânglios semilunares, logo acima do pâncreas, simetricamente à direita e à esquerda, também conhecido por plexo solar, possui fibras eferentes (trazer de) e aferentes (levar a).

 Plexo Lombar

Está situado na altura dos rins. Existe forte actuação nesse plexo quando há ligação do espírito no centro de força esplénico. (ver fig. 84)

 Plexo Sacro

Situado na pequena bacia, é formado pelo 5º nervo lombar e pelos 1º, 2º, 3º e 4º nervos sacros. Dele partem o obsturador interno, motores e sensitivos do ânus, do corpo cavernoso e da glande do pénis, do clítoris, do períneo, das vísceras e das nádegas, o piramidal, os gémeos, o ciático e o calcâneo.

André Luiz, no livro “Entre a Terra e o Céu”, cap. XX, nos diz que o psicossoma está intimamente regido por oito centros de força, que se conjugam na ramificação dos plexos e, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder directriz da mente, estabelecem um veículo de células eléctricas, como um corpo electromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. Pensamentos viciados causam desarmonia nos centros de força e, consequentemente, no corpo físico.

André Luiz, na mesma obra e no mesmo capítulo, lembra ainda que se faça uma análise da fisiologia do perispírito, classificando os seus centros de força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre. Temos, assim, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente:

 

 O Centro Coronário

Que na Terra, é considerado pela “filosofia Hindu como Lotus de mil pétalas” por ser o mais significativo e pelo seu alto potencial de radiações, através dele se faz a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Está localizado no alto da cabeça.

Esse centro recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando com eles em justo regime de interdependência. Dele dimanam as energias que sustentam o sistema nervoso e suas subdivisões, é o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos electromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.

É o grande assimilador das energias solares e dos raios da espiritualidade superior, orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada.

André Luiz em “Evolução em dois mundos”, cap. II, complementa:

“O ponto de interacção entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Desse ponto parte a corrente de energia vitalizante formada por estímulos espirituais com acção difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideias e acções, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos orgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta”. (ver figs. 67 e 156)

OBS: “Convém lembrar que a mente elabora criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as consequências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino”.

 

? Centro de Força Cerebral (Frontal)

Contíguo ao coronário localizado na região frontal, entre as sobrancelhas, ordena as percepções que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tacto e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao saber; tem ligações com a hipófise.

 Centro de Força Laríngeo

Localizado na região da garganta, preside aos fenómenos vocais, inclusive as actividades do timo, da tiróide e das paratiróides; influi sobre a audição mediúnica.

 Centro de Força Cardíaco

Está localizado na região do coração, regula as emoções e os sentimentos, sustenta a circulação sanguínea.

 Centro de Força Umeral

Situa-se entre as omoplatas, junto ao plexo braquial, que se entende até o ponto de ligação dos braços com o tronco. Citamo-lo pela importância que desempenha na comunicação do espírito através da escrita automática.

 Centro de Força Umbilical

Situado na tona do umbigo, seu trabalho é importante, pois absorve da atmosfera para o corpo elementos que vitalizam todo o sistema digestivo, para ajudar a assimilação e o metabolismo alimentar, bem como controla todo o sistema vago-simpático governado pelo plexo solar.

 Centro de Força Esplênico

No corpo denso está situado no baço, regula a distribuição e a circulação adequada aos recursos vitais em toda a organização física.

 Centro de Força Fundamental

Está localizado no períneo (entre o ânus e os orgãos genitais, no fim da espinha dorsal). Possui força vitalizadora poderosa, com o nome de Kundalíni. Essa força, que revigora o sexo, pode ser transformada em vigor mental, alimentando outros centros.

OBS: Necessário ter cuidado pois aqui se ligam espíritos, no uso desregrado do sexo.